domingo, 25 de março de 2012

Concurso !!



Jovens Cristãos – Identificados com Cristo

“Você tem que estar identificado com Cristo, e a Vida Dele vivendo em você. É quando você estiver identificado com Cristo: quando Cristo vive em você” William Marrion Branham – mensagem Perdão.
Jovens Cristãos – Identificados com Cristo
Nós somos Jovens Cristãos!

Nossa fé tem feito uma enorme diferença em nossas vidas e, com amor, queremos compartilhar estas bênçãos com você prezado amigo!
Nós somos testemunhas vivas do Evangelho de Cristo!  Somos fortes pois recebemos força do alto!
Somos fortes na Palavra!
A Força da juventude a serviço do Senhor Jesus Cristo!



Santo do Dia

Santo Dimas

Postagem do Dia 25/03/2012



O Evangelho fala pouco deste Santo. Nem mesmo o nome, os evangelistas fixaram. O que sabemos foi trazido pela tradição que são os nomes: Dimas, o Bom Ladrão e Simas, o mau ladrão.

 
Sem dúvida alguma, se trata de um santo original, único, privilegiado, que mereceu a honra de ser canonizado em vida por Jesus Cristo, na hora solene de nossa Redenção. Os outros santos só foram solenemente reconhecidos, no outro milênio, a partir do ano 999. A Igreja comemorava os mártires e confessores, mas sem uma declaração oficial e formal. Enquanto que, a de São Dimas quem proclamou foi o próprio Fundador da Igreja.

Dimas foi o operário da última hora, o que nos fez ver o mistério da graça derradeira. O mau ladrão resistiu, explodiu em blasfêmias. Rejeitou a graça, visivelmente dada pelo Redentor. O Bom Ladrão, depois de vacilar (Mt 27,44 -Mc 15,32), confessou a própria culpa, reclamou da injustiça contra Aquele que só fez o bem, reconheceu-O como Rei e lhe pediu que se lembrasse dele, quando estivesse no seu Reino.

Segundo a tradição, Dimas não era judeu, mas sim egípcio de nascimento. Dimas e Simas praticavam o banditismo nos desertos de passagem para o Egito. Lá a Sagrada Família, que fugia da perseguição do rei Herodes, foi assaltada por dois ladrões e um deles a protegeu. Era Dimas. Naquela época, entre os bandidos havia o costume de nunca roubar, nem matar, crianças, velhos e mulheres. Assim, Dimas deu abrigo ao Menino Jesus protegendo a Virgem Maria e São José.

Dimas foi um bandido muito perigoso da Palestina. E isso, realmente pode ser afirmado pelo suplício da cruz que mereceu. Essa condenação horrível era reservada somente aos grandes criminosos e aos escravos.

O Martirológio Romano diz apenas no dia 25 de Março: “Em Jerusalém comemoração do Bom Ladrão que na cruz professou a fé de Jesus Cristo”. E no mundo todo São Dimas passou a ser festejado neste dia.

O Bom Ladrão ou São Dimas foi o primeiro que entrou no céu: “Ainda hoje estarás comigo no Paraíso”. (Lc 23,43). Ele passou a ser popularmente considerado o “Padroeiro dos pecadores arrependidos da hora derradeira, dos agonizantes, da boa morte”. Morreu sacramentado pela absolvição do próprio Cristo, e por Ele conduzido ao Paraíso.

A Igreja também celebra hoje os santos: Lúcia, Desidério e Quirino.

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Evangelho do Dia

Jo 12,20-33

Postagem do Dia 25/03/2012


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João – Naquele tempo, 20Havia alguns gregos entre os que subiram para adorar durante a festa. 21Estes se aproximaram de Filipe (aquele de Betsaida da Galiléia) e rogaram-lhe: Senhor, quiséramos ver Jesus. 22Filipe foi e falou com André. Então André e Filipe o disseram ao Senhor. 23Respondeu-lhes Jesus: É chegada a hora para o Filho do Homem ser glorificado. 24Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto. 25Quem ama a sua vida, perdê-la-á; mas quem odeia a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna. 26Se alguém me quer servir, siga-me; e, onde eu estiver, estará ali também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará. 27Presentemente, a minha alma está perturbada. Mas que direi?… Pai, salva-me desta hora… Mas é exatamente para isso que vim a esta hora. 28Pai, glorifica o teu nome! Nisto veio do céu uma voz: Já o glorifiquei e tornarei a glorificá-lo. 29Ora, a multidão que ali estava, ao ouvir isso, dizia ter havido um trovão. Outros replicavam: Um anjo falou-lhe. 30Jesus disse: Essa voz não veio por mim, mas sim por vossa causa. 31Agora é o juízo deste mundo; agora será lançado fora o príncipe deste mundo. 32E quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim. 33Dizia, porém, isto, significando de que morte havia de morrer. – Palavra da salvação

sábado, 24 de março de 2012

Nova Geração - Padre Zezinho




Eu venho do sul e do norte
Do leste e do oeste
De todo o lugar
Estrada da vida eu percorro
Levando socorro
A quem precisar.


Assunto de paz é meu forte,
Eu cruzo montanhas
E mas vou aprender
O mundo não me satisfaz
O que eu quero é a paz
O que eu quero é viver.


No peito eu levo uma cruz
No meu coração o que disse jesus.


Eu sei que eu não tenho a idade
Da maturidade
De quem já viveu,
Mas sei que eu já tenho a idade
De ver a verdade
O que eu quero é ser eu.


O mundo ferido e cansado
De um negro passado
De guerras sem fim
Tem medo da bomba que fez,
A fé que desfez
Mas aponta para mim.


No peito eu levo uma cruz
No meu coraÇÃo o que disse jesus!


Eu venho trazer meu recado
Não tenho passado
Mas sei entender
Um jovem foi crucificado
Por ter ensinado
A gente a viver.


Eu grito ao meu mundo descrente
Qu eu quero é ser gente,
Que eu creio na cruz,
Eu creio na força do jovem
Que segue o caminho
Do cristo jesus. 

Jovem, é verdade ou mentira? - Cesar Cavanus

Postagem do Dia 24/03/2012


O ser humano que nasceu frágil, imperfeito, dependente e que necessitou tanto do outro para evoluir, tornou-se hoje o controlador de toda ciência e até mesmo da própria vida. Pelos seus dons desenvolvidos, pela sua sede de saber, que levaram a tantas noites mal dormidas, ele cria e facilita tanta coisa. Que verdade!

Estamos realmente hoje em uma nova era. Mas, como explicar que com tantos avanços científicos e tecnológicos ainda há tantas pessoas em condições desumanas sem as mínimas condições para sobreviver? Como explicar tantas agressões à vida, à natureza? Por que tanta falta de esperança no amanhã em tantas pessoas? Tantas insatisfações? Que grande mentira!

O homem está mentindo para si mesmo. A ganância está fazendo muitos ricos ficarem cada vez mais ricos e tantos pobres cada vez mais miseráveis. Em nome de tantos avanços ele ainda não conseguiu resolver o mais simples: que todos temos o direito à vida e vida com dignidade.

Jovem, dizem que tudo está em nossas mãos que somos o futuro da humanidade. Mentira! Nós somos o presente. E é por isso que precisamos unir nossas forças, nossas utopias e torná-las realidade. Faz-se necessário superar nossa natureza individualista e mostrar que é com solidariedade que se constrói. Que amanhã virão outros e que eles também terão direito à vida e a usufruir de nosso planeta. Precisamos dizer a nossos filhos que não cruzamos os braços e não fomos indiferentes ao sistema capitalista maquiavélico que se instalou em nosso meio.

Precisamos mostrar que somos diferentes e que nosso agir não é o agir de muitos inescrupulosos, que constroem doutrinas para justificar suas barbaridades, suas mentiras. A verdade está no espírito de nossas ações, o porque delas.

Para você jovem que deseja ser feliz, felicidade só vem com a felicidade do próximo. Porque nascemos para o amor e para a partilha. Traduza todo progresso que você mesmo constrói em vida, esta é a grande verdade que fará diferença. Não é humano justificar a miséria e a exclusão social como coisas normais. Normal é viver, amar e ser amado.

[Por Cesar Cavanus. Texto produzido durante o curso de Especialização em Juventude Contemporânea - Unisinos]

Já está chegando a hora de ir...

Postagem do Dia 24/03/2012



“...venho aqui me despedir e dizer em qualquer lugar por onde eu andar vou lembrar de você. Só me resta agora dizer adeus e depois o meu caminho seguir. O meu coração aqui vou deixar. Não ligue se acaso eu chorar, mas agora adeus”.


Sim, é música do Roberto Carlos. Singela e bonitinha. E, sim. Eu gosto das músicas dele. Essa foi uma das primeiras que aprendi a tocar no violão. Lembrei dela quando comecei a pensar sobre como começaria o artigo de hoje. 

Há algumas coincidências que são engraçadas. Em menos de duas semanas, três pessoas diferentes acabaram relatando um problema pastoral semelhante. Os casos tratam de uma mesma situação vivida em instâncias diferentes da PJ. E como perguntaram o que eu achava disto, resolvi escrever aqui.

Imagine que você seja parte da coordenação de um grupo de jovens e que, por um motivo importante você precise deixar este serviço. Você sabe da importância do grupo, tanto para você, como para os outros participantes e a comunidade onde ele está inserido. Você quer bem a estas pessoas. Elas são significativas na sua história. 

Há também o detalhe do momento histórico. Nos últimos meses, pelas atividades que o grupo vinha desempenhando, sua visibilidade era crescente. Participar desta história seria importante. Mas você tem que partir e deixar o grupo. Outras pessoas importantes para o trabalho do grupo terão que sair também. Você teme pelo futuro do grupo. Como contribuir com ele, mesmo estando fora dele?

Esta foi a questão que, surpreendentemente, três pessoas me fizeram a partir de suas próprias realidades. E eu digo que esta é uma etapa não muito fácil na vida de um coordenador. Há quem insista ficar, uns pelas melhores intenções, como estas expostas acima, outros porque não querem “largar o osso” e não conseguem se ver fora daquele espaço. Deixo claro que este não foi o caso de nenhum dos três amigos que contaram suas histórias. Porém, é necessário entender que chega uma hora que é preciso partir, é preciso diminuir para que outros cresçam e que é possível sim contribuir de fora, já que abandonar de vez o pessoal está fora de cogitação. Segue abaixo “uma mão cheia” de sugestões:

Acompanhamento pessoal de um ou mais participantes deste espaço. Você não determina o que o outro deve fazer, mas escuta, aconselha, cumpre a missão pastoral de faze-lo crescer.
Indicação de materiais, subsídios. Se gosta de escrever, escreva. Se gosta de compor, componha. Se conhece muitos materiais, partilhe, divulgue, empreste, indique, explique, debata, motive a leitura e a compreensão deles.
Apresentação de pessoas, instituições ou grupos que possam contribuir na caminhada e no crescimento do grupo que você está deixando. Este olhar externo ao grupo é enriquecedor. “Examinem tudo, fiquem com o que é bom”.
Apoio a outros grupos ou espaços que direta ou indiretamente tem ligação com o seu espaço de origem. Há tantos grupos dentro e fora da Igreja com o qual o seu grupo pode ter relações. Apoiar quem também é companheiro de caminhada é uma forma importante de contribuir com o Reino.
Participando de espaços paralelos que servem de modelo ou indicativo de ação / formação para o grupo de origem. Eu digo daquilo que vi e vivi. Há muita gente que olha hoje para o IPJ, por exemplo, e quer se espelhar naquilo que fazemos lá. E há tantos outros bons espaços onde a ajuda é bem vinda.
Cutucando esporadicamente este ou aquele participante individualmente de maneira com esta pessoa possa contribuir mais.

Vivi algo assim também na minha vida pastoral. Fui catequista de um bom grupo de crisma. Éramos bem amigos. O grupo era referencial na paróquia. Preparei uma turma para assumir o próximo grupo. Eram cinco jovens excelentes. Nas primeiras reuniões eu fui participar junto. Fui gostando da maneira como faziam e fui ficando. Chegou um ponto em que eles pediram para eu não ir mais. Temiam que eu os estivesse avaliando e se sentiam presos ali com a minha presença. Compreendi e passei a apóia-los de fora. Formaram um grupo melhor do que o que haviam participado como crismandos. E, creio, todos crescemos com isto.

Lembre-se sempre de um princípio básico da pastoral: É natural que a gente saia dos espaços. Primamos pelo protagonismo juvenil e sabemos que não somos jovens para sempre. E um outro princípio tão importante quanto este é: temos a obrigação pastoral de capacitar jovens melhores do que a gente para ficar no lugar que ocupávamos. Sempre.

Fonte: http://pejotando.blogspot.com.br

Santo do Dia

Santa Catarina da Suécia

Postagem do Dia 24/03/2012



Catarina foi ao mesmo tempo filha, discípula e companheira inseparável da mãe, Santa Brígida, a maior expressão religiosa feminina da história da Suécia. Nascida num berço nobre e cristão, Catarina nasceu em 1331 e recebeu educação e cultura com sólida base religiosa. Aos sete anos de idade, foi entregue às Irmãs do convento de Risberg, que souberam desenvolver totalmente sua vocação, cristalizando os ensinamentos cristãos que já vinha recebendo desde o berço.


Mas, circunstâncias políticas e sociais fizeram com que a jovem tivesse que se casar com um nobre da corte, Edgar, que além de fervoroso cristão era doente. Assim, decidiu aceitar o voto de castidade que Catarina fizera e ele mesmo resolveu adota-lo, vivendo tranquilos como irmãos. Quando Edgard, ficou paralítico, Catarina passou a cuidar dele com todo carinho e generosidade.

Por ocasião da morte do pai de Catarina, sua mãe Brígida resolveu se voltar totalmente para a vida religiosa, iniciando-a com uma romaria aos túmulos dos apóstolos, em Roma. Pouco tempo depois Catarina conseguiu a autorização do marido para encontrar-se com a ela. Mas, quando estavam em Roma receberam a notícia da morte de Edgard. Então, ambas fizeram os votos e vestiram o hábito de religiosas e não se separaram mais. Catarina ajudou e acompanhou todo o trabalho de caridade e evangelização desenvolvido pela mãe. Fundaram juntas o duplo mosteiro de Vadstena, na Suécia, do qual Brígida foi abadessa, criando a Ordem de São Salvador, cujas religiosas são chamadas de brigidinas.

Catarina, como sua assistente, seguiu-a em todas as viagens perigosas, em seu país e no exterior, sendo muita vezes salvas por um cervo selvagem que sempre aparecia para socorrer Catarina. Foi após uma peregrinação à Terra Santa, que Brígida veio a falecer, em Roma. Catarina acompanhou o corpo de volta para a Suécia e foi recebida com aclamação popular, junto com os restos mortais da mãe, que já era venerada por sua santidade.

Os registros relatam mais fatos prodigiosos, ocorridos com a nova abadessa, pois Catarina foi eleita sucessora da mãe no convento. Eles contam que alguns pretendentes queriam que ela abandonasse os votos e o hábito depois a morte de Edgard. Um, mais audacioso, ao tentar atacá-la, teria ficado cego e só recuperado a visão depois de se ajoelhar aos seus pés e pedir perdão, quando abriu os olhos viu ao lado de Catarina um cervo selvagem. Por isso, nas suas representações sempre há um cervo junto dela.

Entretanto, a rainha-mãe Brígida, depois de falecida passou a operar prodígios, segundo muitos devotos e peregrinos que afirmavam ter alcançado graças por sua intercessão. Por isso, a pedido do povo e das autoridades da corte, a abadessa Catarina foi a Roma requerer do Sumo Pontífice a canonização da mãe, em nome da população do seu país. Ali viveu por cinco anos, interna de um convento onde ficaram registrados sua extrema disciplina, o senso de caridade e a humildade com que tratava os doentes e necessitados.

Catarina, quando voltou para a Suécia, já era portadora de grave enfermidade, talvez pelas horas de duras penitências que praticava. Tinha cinquenta anos de idade quando faleceu, no dia 24 de março de 1381.

O papa Inocente VIII, confirmou o culto de Santa Catarina da Suécia, em 1484. Mas o seu culto já era muito vigoroso em toda a Europa, uma vez que segundo a população romana ela teria salvado a cidade da inundação do rio Tevere cuja cheia já havia derrubado os diques que o continham.

A Igreja também celebra hoje os santos: Adelmar, Oscar Romero e Diogo José de Cádiz

Copyright © Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

Evangelho do Dia

Jo 7, 40-53

Postagem do Dia 24/03/2012



Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João – Naquele tempo, 40Ouvindo essas palavras, alguns daquela multidão diziam: Este é realmente o profeta. 41Outros diziam: Este é o Cristo. Mas outros protestavam: É acaso da Galiléia que há de vir o Cristo? 42Não diz a Escritura: O Cristo há de vir da família de Davi, e da aldeia de Belém, onde vivia Davi? 43Houve por isso divisão entre o povo por causa dele. 44Alguns deles queriam prendê-lo, mas ninguém lhe lançou as mãos. 45Voltaram os guardas para junto dos príncipes dos sacerdotes e fariseus, que lhes perguntaram: Por que não o trouxestes? 46Os guardas responderam: Jamais homem algum falou como este homem!… 47Replicaram os fariseus: Porventura também vós fostes seduzidos? 48Há, acaso, alguém dentre as autoridades ou fariseus que acreditou nele? 49Este poviléu que não conhece a lei é amaldiçoado!… 50Replicou-lhes Nicodemos, um deles, o mesmo que de noite o fora procurar: 51Condena acaso a nossa lei algum homem, antes de o ouvir e conhecer o que ele faz? 52Responderam-lhe: Porventura és também tu galileu? Informa-te bem e verás que da Galiléia não saiu profeta. 53E voltaram, cada um para sua casa. – Palavra da salvação.


Reflexão:

Muitas pessoas conhecem diversas coisas sobre Jesus, mas não conhecem verdadeiramente a Jesus, porque fundamentaram o seu conhecimento numa leitura racional e científica da Palavra e da História, mas nunca tiveram um encontro pessoal com Jesus, nunca entraram na sua intimidade através da oração, nunca procuraram contemplá-lo, nunca quiseram desenvolver uma espiritualidade. Essas pessoas sempre fizeram de Jesus um objeto de conhecimento e não uma pessoa de relacionamento. Nunca viram verdadeiramente Jesus, de modo que não podem compreendê-lo, segui-lo, amá-lo e viver de acordo com os valores que ele propôs.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Até as últimas consequências

E ela olhou nas suas anotações o nome de todos eles. Tinha ficado encantada com todos os relatos e sobre como toda aquela gente tinha dedicado a vida por uma causa. Mas ainda se assustava um pouco também. E, naquela noite, foi deitar pensando em cada um deles. Afinal, tudo era tão grandioso, tão importante, tão solene... Tão distante. Ela ali, no trabalho comunitário, todo fim de semana, na busca de vida, no convívio com outros jovens... E eles lá. Fazendo grandes coisas, sonhando grandes sonhos...

E de repente ela se pega andando numa rua estranha. Não parecia com nenhuma outra pela qual já caminhara. E então ela vê uma igreja e tem a forte vontade de entrar nela. Há poucas pessoas sentadas e no altar um bispo faz um discurso muito convicto. Dizia ele que “Ainda quando nos chamem de loucos, ainda quando nos chamem de subversivos, comunistas e todos os adjetivos que se dirigem a nós, sabemos que não fazemos nada mais do que anunciar o testemunho subersivo das bem-aventuranças,  que proclamam bem-aventurados os pobres, os sedentos de justiça, os que sofrem”


Ela achou aquilo muito forte, mas o bispo continuava: “Uma igreja que não sofre perseguição, mas que desfruta privilégios e o apoio de coisas da terra – Tenham Medo! – não é a verdadeira igreja de Jesus Cristo.” E ainda continuava: “Para que servem belas estradas e aeroportos, belos edifícios e grandes palácios, se foram construídos com o sangue de pobres que jamais vão desfrutá-los?”

Ela foi caminhando até o altar, mas aquela pregação havia acabado. Uma a uma as pessoas deixavam a igreja e ela pôde ver alguns rostos conhecidos. Uma mulher baixinha se reunia em círculo e conversava com outra de cabelos grisalhos e com outros dois homens, um de bigode e o outro de barbas e óculos.

A mulher baixinha dizia: "é melhor morrer na luta do que morrer de fome" ao que a mulher de cabelos brancos acrescentou: “Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar”.

Ela sentiu que a luta e a vida eram a marca forte desta conversa. Então o homem de bigodes disse: “Se descesse um enviado dos céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Então eu quero viver. Ato público e enterro numeroso não salvarão a Amazônia. Quero Viver”. A mulher baixinha respondeu logo em seguida: “Se a gente morrer nesta luta, o sangue será uma semente. Vamos conquistar a justiça! A história não falha, nós vamos ganhar”.

O homem de barba estava calado até então. Observava tudo e quando surgiu a oportunidade disse: “Agora, quero que vocês entendam o seguinte: tudo isso que está acontecendo é uma consequência lógica do trabalho na luta e defesa dos pobres, em prol do Evangelho, que me levou a assumir essa luta até as últimas conseqüências. A minha vida nada vale em vista da morte de tantos lavradores assassinados, violentados, despejados de suas terras, deixando mulheres e filhos abandonados, sem carinho, sem pão e sem lar”.

A garota se afastou. Até então ninguém falara com ela, ninguém notara a sua presença. E ela caminhava assim, solta em seus pensamentos até que acabou tropeçando em alguém. Era um amigo seu, padre, militante dos direitos humanos e perseguido por denunciar abusos do poder público e policial. Ela não se conteve e o questionou:

- Eles fizeram tanto, são tão famosos, com grandes projetos. Eu me sinto pequena ao não abraçar a causa como eles.

- Seu empenho é diário, não é? Você não consome seus finais de semana, por semanas a fio? Você não se empenha na formação de novas lideranças? Não acompanha novos grupos? Não festeja e se reúne, discute e reflete com outros jovens? Por que sua luta seria menor, então?

- Ah! Mas todos eles são muito corajosos por enfrentar a morte, por se doarem desta maneira, por serem profetas na busca de vida digna do povo. Eles não têm medo?

- Não é o medo, mas o enfrentamento ao crime que terá chance de diminuir essa força dos ‘passageiros das trevas’ que, desde sempre, compactuaram com a exigência do silêncio, do segredo, do medo e do oculto para poderem sorrateiramente ganhar mais.

- Mas eu sei que isto é um sonho. E que eles já morreram. Todos eles. E que apesar disto, as injustiças continuam. Por que vale a pena continuar lutando?

Ele inclinou a cabeça de lado, olhou em seus olhos e disse:

- Quem te falou que eles morreram? Os mártires da caminhada continuam vivos em quem tem o coração ardendo. Quem se comove e se motiva ao ler a vida de Dom Oscar Romero, Margarida Maria Alves, Irmã Dorothy Stang, Chico Mendes ou Padre Josimo, entre tantos outros, e leva adiante sua ação faz com que a morte de nenhum deles tenha sido em vão. Você acha que Jesus continua morto?

Mas ela ainda tentava argumentar:

- Mas e as injustiças? Elas continuam.

- Nenhum de nós entrega a vida só pela justiça. É por amor. Só por amor.

Santo do Dia

São Turíbio de Mongrovejo

Em 1594, Turíbio de Mongrovejo fazia sua terceira visita diocesana e nessa oportunidade escreveu um relatório a Filipe II, rei da Espanha. Percorrera 15.000km, administrando a crisma a 60 mil fiéis (entre eles três santos: Rosa de Lima, Francisco Solano e Martinho de Porres). A situação da América Latina hoje seria bem diferente se os seus sucessores e todos os cristãos tivessem nutrido os mesmos sentimentos e coerências daquele que foi chamado o Apóstolo do Peru e novo Ambrósio e que Bento XIV comparou a São Carlos Borromeu.

Turíbio Alfonso de Mongrovejo nasceu na cidade de Majorca de Campos, Leon, na Espanha, em 1538, no seio de uma família nobre e rica. Estudou em Valadolid, Salamanca e Santiago de Compostela, licenciado em direito e foi membro da Inquisição. Sua vida era pautada pela honestidade e lisura, mas, jamais poderia suspeitar que Deus o chamaria para um grande ministério. Quando então foi nomeado Arcebispo para a América espanhola, pelo Papa Gregório XIII, atendendo um pedido do rei Felipe II, da Espanha, que tinha muita estima por Turíbio.
O mais curioso é que ele teve de receber uma a uma todas as ordens de uma só vez até finalizar com a do sacerdócio, para em 1580, ser consagrado Arcebispo da Cidade dos Reis, chamada depois Lima, atual capital do Peru, aos quarenta anos de idade. Isso ocorreu porque apesar de ser tonsurado, isto é, ter o cabelo cortado como os padres, ainda não pertencia ao clero. E, foi assim que surgiu um dos maiores apóstolos da Igreja, muitas vezes comparado a Santo Ambrósio.
Chegando à América espanhola em 1581, ficou espantado com a miséria espiritual e material em que viviam os índios. Aprendeu sua língua e passou a defendê-los contra os colonizadores, que os exploravam e maltratavam. Era venerado pelos fiéis e considerado um defensor enérgico da justiça, diante dos opressores.
Apoiado pela população, organizou as comunidades de sua diocese e depois reuniu assembleias e sínodos, convocando todos os habitantes para a evangelização. Sob sua direção, foram realizados dez concílios diocesanos e os três provinciais que formaram a estrutura legal da Igreja da América espanhola até o século XX. Inclusive, o Sínodo Provincial de Lima, em 1582, foi comparado ao célebre Concílio de Trento. Conta-se que neste sínodo, com fina ironia, Turíbio desafiou os espanhóis, que se consideravam tão inteligentes, a aprenderem uma nova língua, a dos índios.
Turíbio fundou o primeiro seminário das Américas e pouco antes de morrer doou suas roupas, inclusive as do próprio corpo, aos pobres e aos que o serviram, gesto, que revelou o conteúdo de toda sua vida. Faleceu no dia 23 de março de 1606, na pequena cidade de Sanã, Peru. Foi canonizado em 1726, pelo Papa Bento XIII, que declarou São Turíbio de Mongrovejo “apóstolo e padroeiro do Peru”, para ser celebrado no dia do seu trânsito.

A Igreja também celebra hoje os santos: Fidélis, Domício e Rebeca.

Fonte: www.franciscanos.org.br

Evangelho do Dia

Evangelho do dia › 23/03/2012
  

Jo 7, 1-2.10.25-30


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Jó – Naquele tempo, 1A vida do homem sobre a terra é uma luta, seus dias são como os dias de um mercenário. 2Como um escravo que suspira pela sombra, e o assalariado que espera seu soldo, 10não voltará mais à sua casa, sua morada não mais o reconhecerá. 25Alguns habitantes de Jerusalém disseram então:’Não é este a quem procuram matar?
26Eis que fala em público e nada lhe dizem. Será que, na verdade, as autoridades reconheceram que ele é o Messias? 27Mas este, nós sabemos donde é. O Cristo, quando vier, ninguém saberá donde ele é.’ 28Em alta voz, Jesus ensinava no Templo, dizendo: ‘Vós me conheceis e sabeis de onde sou; eu não vim por mim mesmo, mas o que me enviou é fidedigno. A esse, não o conheceis, 29mas eu o conheço, porque venho da parte dele, e ele foi quem me enviou.’ 30Então, queriam prendê-lo, mas ninguém pôs a mão nele, porque ainda não tinha chegado a sua hora. Palavra da Salvação.
Reflexão:
A descrença pode ter conseqüências terríveis como nos revela o Evangelho de hoje. As pessoas que acreditaram em Jesus procuraram seguir seus ensinamentos e viver uma nova forma de relacionamento com Deus, de modo que a sua fé gerava a vida em abundância. Os que não aceitavam as palavras de Jesus não só se privavam desta vida como também procuravam tirar a vida de Jesus. Mas o nosso Deus é o Deus da vida. A descrença luta contra a vida e pode até mesmo tirar a vida das pessoas, mas tira apenas a vida biológica, e o sangue que é derramado fertiliza a terra para que nela brote as sementes de vida eterna. O sangue de Jesus foi derramado, assim como o de muitos mártires, e isso faz com que as sementes do Reino cresçam e dêem fruto.

Fonte: www.franciscanos.org.br

quinta-feira, 22 de março de 2012

A dimensão da Cruz na vida dos jovens:

Postagem do Dia 22/03/2012


“Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga” (Mt 16,24).

Esperamos o Papa em nosso Brasil. Milhões de jovens de todas as partes do mundo esperam encontrar-se com o sucessor de S. Pedro na Jornada Mundial da Juventude (Rio de Janeiro: 23-28 de julho de 2013). Este acontecimento é antecedido pela peregrinação em grandes centros urbanos do Brasil de uma cruz singela carregada por mãos jovens. É assim, desse modo, que jovens convidam jovens para a Jornada Mundial da Juventude. 

Qual é o significado dessa cruz que os jovens carregam? Qual é a dimensão da Cruz do Cristo na vida dos jovens? Foi o próprio Beato, O Papa João Paulo II em 1986, quem explicitou vivamente o significado dessa cruz a sair de Roma convidando os jovens para o encontro com o Mestre Jesus: “Levem-na pelo mundo como sinal do amor do Senhor Jesus pela humanidade e anuncie a todos que somente em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção.” 

A salvação da humanidade está na Cruz de Cristo. O jovem é chamado a ver nessa Cruz o seu Deus feito Homem para salvar o homem, para salvá-lo do pecado que leva à morte. Quando o jovem faz uma experiência pessoal com Jesus, ele une a sua vida com a Vida de Cristo. Entende que a Cruz do seu Salvador é o sinal concreto da vitória do amor sobre o ódio, da paz sobre a guerra, da verdade sobre a mentira... A Cruz passa a ser o sentido da sua vida, não como sinal de derrota, mas de vitória que não se resume na vida presente, mas que vai além, aponta para a vida sem fim, a vida eterna. Foi o próprio Jesus quem afirmou: “Eu vim para que tenham a Vida, que a tenham plenamente.” (Jo 10,10).

A juventude é expressão máxima do desejo pela vida. É característica do jovem a afirmação: “curtir a vida”, ou seja, viver intensamente. O que o jovem não faz para ser feliz, para vencer, para conquistar...? Sabemos também que essa força, essa garra, esse entusiasmo podem muito bem, uma vez voltados para falsas realizações, falsos ideais, tornarem-se destrutivos, caminhos de derrotas, vida sem sentido. Há muitas propostas aos jovens. Entre elas está a proposta da Cruz de Cristo. Como interpretá-la? Como falar dela aos jovens?

A cruz evidência o sofrimento, a dor. Todo contexto bíblico, de certo modo, esbarra na dimensão do mistério da dor. O Deus de amor não é autor do sofrimento, não quer a dor da criatura infinitamente amada. A Igreja essencialmente missionária, anunciadora do Cristo salvador da pessoa humana, não se intimida em afirmar que a cruz, o sofrimento, é inerente a vida humana. Iluminada pela revelação da Palavra de Deus, sabe e afirma que a doença, a dor, o pesar humano entraram no mundo por causa do pecado (CaIC 1505). O pregador do deserto, o precursor do Verbo encarnado, S. João Batista, ao contemplar o Cristo exclama: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Contudo, perdoados, redimidos, salvos por Cristo, continuamos a sofrer. Por mais que lutemos e façamos tudo para que nossos dias transcorram sem a dimensão da dor, ela nos espera em determinados dias e momentos da nossa existência terrena. É preciso portanto, entender que a pessoa que experimenta o Cristo, sabe claramente que a plenitude da salvação e da alegria se dará na vida eterna, na ressurreição. Vivemos esta esperança e associamos nossa luta de todos os dias com a Cruz de Cristo. O nosso sofrimento biológico devido a nossa frágil constituição humana, e também, sobretudo se resultado do nosso seguimento a Cristo, se causado por renunciarmos tudo o que é contrário à verdade, à justiça, ao amor e enfim à vontade de Deus, é um meio seguro de configurar-nos com Jesus Cristo e unir-nos à sua paixão que nos salva e faz o nosso olhar transcender, ir além da dimensão terrena, temporal, para uma vida eterna plenamente feliz.

Os jovens também experimentam a dor física, psíquica, afetiva e social. Muitos desafios, como uma avalanche, envolvem a existência do jovem. Quando o jovem por força divina deixa-se iluminar pelo Espírito Santo, reconhece em sua consciência a miséria humana causada pelo pecado. Diante dessa verdade vivenciada, constatada em seu existir, diz a si mesmo: necessito de salvação, necessito de um Ser livre desta minha condição de miséria que me aponte um novo horizonte, um sentido para viver, que me salve. Em resposta a esse apelo, o mais autêntico da história humana, é que o Cristo vem ao encontro da humanidade, faz-se  um de nós, sofre como nós, morre por amor de nós e ressuscita ascendendo a esperança em nossos corações da vida sem ocaso, da vida eterna. (conf. CDF, instr. Libertatis conscientia, 68) Este processo de conscientização é essencialmente necessário. Sem isso a conversão, o seguimento a Cristo, não pode ser autêntico. Somente com a consciência de que se é limitado que o jovem renuncia as suas certezas, seus ímpetos, seus desejos... toma a sua cruz do dia-a-dia e segue a Jesus (Mt 16,24). Reconhece que no querer do Mestre está a sua realização, na promessa do Mestre está a sua esperança de vida eterna. Não há outro caminho senão este: associar a sua cruz a Cruz do Cristo.

O jovem cristão sofre também, não deixa de ser humano, mas encontra em Jesus Cristo, um sentido para o seu sofrimento. Sofre por uma causa nobre. É defensor da verdade, da justiça. Coloca seus talentos a serviço do próximo. Sua energia forte e vivaz é consumida para a construção de um mundo melhor. Sua vida é dada por amor. O jovem cristão está configurado a Cristo. Sua cruz está unida à Cruz de Cristo. 

Não se trata aqui de uma exaltação do sofrimento. Não!!! O sofrimento não é permanente. A Cruz que os jovens carregam preanunciando a Jornada Mundial da Juventude está vazia. O Cristo passou pela Cruz. Anunciamos o Cristo crucificado (ICor 2,2), mas também ressuscitado, vencedor da morte que é conseqüência do pecado. Nós pecadores redimidos sofremos, mas já não sofremos sozinhos sem esperança e sem sentido, sofremos com Cristo. As mãos jovens carregam a cruz, gesto que demonstra ao mundo que com Cristo somos mais que vencedores (Rm 8,37). Associar-se a Cristo, entregar nossa vida a Jesus não significa já não mais lutar, não ter mais dificuldades, sofrimentos... 

Evidentemente que não. O jovem  livre, consciente, forte... é chamado a ser um lutador com Cristo, vencedor do mundo de pecados e de um contexto que leva milhões de jovens ao vício das drogas e do prazer desvinculado de um ideal nobre de vida. O sofrimento na vida do jovem cristão está situado nesta luta contra o mecanismo destruidor da vida. Esta luta é muito bem descrita no Documento de Aparecida: “Os jovens são chamados a ser “sentinelas da manhã”, comprometendo-se na renovação do mundo à luz do Plano de Deus. Não temem o sacrifício nem a entrega da própria vida, mas sim uma vida sem sentido. Por sua generosidade, são chamados a servir a seus irmãos, especialmente aos mais necessitados, com todo o  seu tempo e sua vida. Têm capacidade para se opor às falsas ilusões de felicidade e aos paraísos enganosos das drogas, do prazer, do álcool e de todas as formas de violência. Em sua procura pelo sentido da vida, são capazes e sensíveis para descobrir o chamado particular que o Senhor Jesus lhes faz. Como discípulos missionários, as novas gerações são chamadas a transmitir a seus irmãos jovens, sem distinção alguma, a corrente de vida que procede de Cristo e a compartilhá-la em comunidade, construindo a Igreja e a sociedade (DA 443).

A Jornada Mundial da Juventude quer ser e reza para isso, uma celebração a iluminar a consciência dos jovens a essa verdade da Cruz de Cristo, a verdade que liberta e que faz o jovem 
verdadeiramente feliz. Para isso, conta com a força de milhares de jovens que testemunham com a própria vida a felicidade do encontro que tiveram com a Pessoa de Jesus Cristo. É com esse ideal que o Santo Padre o Papa Bento XVI espera encontrar-se com os jovens de todas as partes do mundo aqui no Brasil.

Rezemos e ofereçamos a nossa força para que este acontecimento seja frutuoso e que muitos jovens possam dar este passo decisivo no seguimento de Jesus; e Dele venham a ser verdadeiros discípulos missionários.

Dom Antonio Carlos Altieri, bispo de Caraguatatuba e bispo referencial da juventude da Regional Sul 1

Fonte: http://jovensconectados.org.br/artigos/formacaoespiritualidade/1357-a-dimensao-da-cruz-na-vida-dos-jovens

Santo do Dia

Santa Leia

Postagem do Dia 22/03/2012



Pouco se conhece sobre a vida de Leia, uma rica romana que quando ficou viúva, ainda jovem, recusou um novo casamento, como era o costume da época, para se juntar à Marcela, abadessa de uma comunidade, criada em sua própria residência em Aventino, Roma. O local, depois se tornou um dos mosteiros fundados e dirigidos por Jerônimo, que se tornou santo, doutor da Igreja e bispo de Hipona, na África do Norte, e que viveu também nesse período (384), na cidade eterna.

Leia recusara ninguém menos que Vécio Agorio Pretestato, cônsul romano designado prefeito da Urbe, que lhe proporcionaria uma vida ainda mais luxuosa, pelo prestigio e privilégios que envolviam aquele cargo. Teria uma vila inteira como moradia e incontáveis criados para atendê-la. Entretanto, Léia preferiu viver numa cela pequena, fria e escura, com simplicidade e dedicada à oração, à caridade e à penitência.
A jovem abandonou os finos vestidos para usar uma roupa tosca de saco rude e fazia questão de realizar as tarefas mais humildes, assumindo uma atitude de escrava para as outras religiosas. Passava noites inteiras em oração e quando fazia obras beneméritas, o fazia escondido, para não chamar a atenção de ninguém e não receber nenhuma recompensa ou reconhecimento pelos seus atos. Por isso, Leia foi eleita Madre superiora, trabalho que exerceu durante o resto de seus dias com alegria, tranquilidade e a mesma humildade.
Esses poucos dados sobre Leia estão contidos numa carta escrita pelo bispo Jerônimo, quando soube da sua morte, em 384. Curiosamente, ela morreu em Roma, no mesmo ano em que faleceu Vécio, o cônsul, rejeitado por ela.
Na ocasião dessas mortes, Jerônimo já havia se retirado de Roma para viver solitariamente perto de Belém, depois de ter sido caluniado. Retirou-se para um mosteiro e continuou dirigindo o que havia fundado, na residência romana. Na carta, que ele enviou a essas religiosas, fez um paralelo entre as duas mortes, mostrando que antes o riquíssimo cônsul usava as mais finas vestes púrpuras e agora estava envolto em escuridão, enquanto, Leia, antes vestida de rude roupa de saco, agora vivia na luz e na glória, por ter percorrido o caminho da santidade.
Logo foi venerada pelo povo que trazia Santa Leia, no coração e na memória. Até porque era difícil compreender, mesmo depois de passado tanto tempo, a troca que fizera do posto de primeira dama romana pela de abnegação de monja. Contudo, foi assim que Santa Leia escolheu viver, na entrega total ao Senhor ela encontrou a maneira de alcançar seu lugar ao lado de Deus na eternidade.

A Igreja também celebra hoje São Otaviano

Copyright © Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

Evangelho do Dia

Jo 5,31-47

Postagem do Dia 22/03/2012



Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João – Naquele tempo, disse Jesus aos judeus 31Se eu der testemunho de mim mesmo, não é digno de fé o meu testemunho. 32Há outro que dá testemunho de mim, e sei que é digno de fé o testemunho que dá de mim. 33Vós enviastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. 34Não invoco, porém, o testemunho de homem algum. Digo-vos essas coisas, a fim de que sejais salvos. 35João era uma lâmpada que arde e ilumina; vós, porém, só por uma hora quisestes alegrar-vos com a sua luz. 36Mas tenho maior testemunho do que o de João, porque as obras que meu Pai me deu para executar – essas mesmas obras que faço – testemunham a meu respeito que o Pai me enviou. 37E o Pai que me enviou, ele mesmo deu testemunho de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz nem vistes a sua face… 38e não tendes a sua palavra permanente em vós, pois não credes naquele que ele enviou. 39Vós perscrutais as Escrituras, julgando encontrar nelas a vida eterna. Pois bem! São elas mesmas que dão testemunho de mim. 40E vós não quereis vir a mim para que tenhais a vida… 41Não espero a minha glória dos homens, 42mas sei que não tendes em vós o amor de Deus. 43Vim em nome de meu Pai, mas não me recebeis. Se vier outro em seu próprio nome, haveis de recebê-lo… 44Como podeis crer, vós que recebeis a glória uns dos outros, e não buscais a glória que é só de Deus? 45Não julgueis que vos hei de acusar diante do Pai; há quem vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. 46Pois se crêsseis em Moisés, certamente creríeis em mim, porque ele escreveu a meu respeito. 47Mas, se não acreditais nos seus escritos, como acreditareis nas minhas palavras? – Palavra da salvação.


Reflexão:

Ninguém aceita gratuitamente algo como sendo verdadeiro. Só acreditamos que algo é verdadeiro quando temos um fundamento para isso. Assim as pessoas agem em relação a Jesus, exigem uma garantia de verdade a respeito de tudo o que ele fala para que creiam nela. Isso acontece em primeiro lugar porque não acreditam no amor e na ação do próprio Deus na vida das pessoas. Também acontece porque não são capazes de encontrar nas Sagradas Escrituras o testemunho de Jesus e de suas obras. Somente quem se abre a Deus e à sua revelação reconhece a verdade em Jesus.

quarta-feira, 21 de março de 2012

João Paulo II - Precisamos de Santos

Papa - João Paulo II -Peregrino do amor

Pastoral do Povo de Rua denuncia: crimes revelam ódio e preconceito

Postagem do Dia 21/03/2012

moradorderua1 



De 16 a 18 de março, os participantes analisaram os recentes casos de violência contra aqueles que se encontram em situação de rua. Em Brasília, jovens atearam fogo em dois moradores de rua, provocando a morte de um deles. Em Tabatinga, mais duas pessoas foram mortas a tiros. No último dia 10, em Campo Grande (MS), outro morador de rua foi queimado, enquanto estava amarrado numa árvore. 

Segundo o Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, Dom Guilherme Werland, a violência cometida contra moradores de rua é a mesmo tipo de violência que acontece no campo, trata-se de "um instrumento institucional e instituído de limpeza social daquilo que esse modelo econômico considera lixo". 

De acordo com Cristina Bove, coordenadora nacional da Pastoral do Povo de Rua, o índice de violência e crimes têm aumentado consideravelmente. Foram contabilizados, em poucos meses, 90 casos. 27 só em Belo Horizonte. Muitos têm sido vítimas de crimes de caráter e requinte cruel, revelando a face de ódio e preconceito por parte da sociedade e a ausência de Políticas Públicas. 

"Mas são vistos como lixo e objetos que devem ser 'retirados' do espaço público. Porém são pessoas com direitos, que estão na rua por diversos motivos. Buscamos dar suporte a esses moradores para que possam tomar posturas em relação a seus direitos fundamentais", acrescentou.

Enquanto Igreja – complementou Dom Guilherme –, a Pastoral do Povo de Rua está caminhando junto aos irmãos e irmãs que estão fragilizados. "Nós, Igreja, temos que se essa presença solidária, alguém que pare, olhe, escute, dê atenção. Vamos caminhar com eles, como filhos e filhas de Deus e como cidadãos e cidadãs que são", enfatizou.

O evento contou a presença dos bispos auxiliares da Arquidiocese de Belo Horizonte, Dom Joaquim Mol e Dom Luiz Gonzaga, e reuniu 120 agentes da pastoral e de entidades, coordenadores nacionais de Pastorais Sociais e órgãos do CNBB, assim como instituições parceiras, catadores de material reciclável e lideranças populares.

Da Rádio Vaticano / Adital

Pastoral Latino-Americana lança concurso de logo, cartaz, música e oração para encontro

Pastoral Latino-Americana lança concurso de logo, cartaz, música e oração para encontro

A Pastoral Juvenil Latino-Americana abriu as inscrições para o concurso que escolherá a logo, o cartaz, a música e a oração do XVII Encontro Latino-Americano de Diretores Nacionais com o tema “Revitalização, projeto e missão”. O encontro acontecerá no Paraguai de 21 a 27 de outubro.

O convite é para todos os jovens brasileiros para usarem seus talentos para mostrar a nossa realidade latino-americana. Os trabalhos serão recebidos até 20 de abril de 2012.

Confira abaixo mais detalhes do concurso:

“Querida juventude latino-americana, grupos de jovens da Pastoral Juvenil,

No caminho da Revitalização (http://www.pjlatino.redejuventude.org.br/), que continuamos fazendo e neste tempo de esperança, tenho o prazer de cumprimentá-los e fazer o convite oficial para participar do concurso da logo concursos de logo, cartaz, música e oração para o XVII Encontro Latino-americano de Responsáveis ​​Nacionais de Pastoral Juvenil. Sua participação se somará à da grande família da Pastoral Juvenil Latino-americana que, com seus dons e talentos, constrói a Civilização do Amor.

Dom Raúl Martín

Bispo Responsável pelo Departamento de Família, Vida e Juventude do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano)"

CONCURSO


. LOGO E CARTAZ:

Ele deve conter o Lema (citação bíblica), o nome do Encontro ou a sigla, o local e a data.
Podem-se usar todas as cores desejadas.
A explicação da logo e do cartaz deve ser enviada por escrito.

Formato de apresentação:
. Logo: Folha de tamanho A4 (21,59 cm de largura X 27,94 cm de altura).
. Cartaz: Folha de 33 cm X 48 cm (1/4 de pliego).

. HINO:
Deve ser inspirado pelo Lema, Tema e Objetivos do XIV Encontro.
Ritmo musical livre.
Apresentado em formato digital (mp3). Apenas acústico (violão)
Enviar a letra da canção, se possível com as notas musicais.
Gravar dados dos autores da música e letra (nomes, expressão eclesial/instância pastoral que faz parte, país).

. ORAÇÃO:
Deve ser inspirada pelo Lema, Tema e Objetivos do XIV Encontro.
Não exceder o comprimento de um papel tamanho carta (em espaço duplo, fonte tamanho 12).

Anotações importantes:
. Os trabalhos serão recebidos até 20 de abril de 2012.
. Os trabalhos serão recebidas na Seção Juventude da Conselho Episcopal Latinoamericano (CELAM): xvii.elarnpj.concursos@celam.org; xvii.elarnpj.concursos@gmail.com
. A equipe latino-americana da Pastoral Juvenil elegerá a logo, o cartaz, o hino e a oração do XVII – Paraguai 2012.

Lema do Encontro: “O que vimos e ouvimos nós vos anunciamos” ( 1a Jo 1,3)

Tema: “Revitalização, projeto e missão”

Nome: “XVII Encontro Latino-americano de Responsáveis Nacionais de Pastoral Juvenil”

Sigla: XVI ELARNPJ

Local: Paraguai

Data: 21 a 27 de outubro de 2012

Citação inspiradora: “O que vimos e ouvimos nós vos anunciamos” ( 1a Jo 1,3)

Objetivo: Retomar e reassumir com forças novas as orientações da Pastoral Juvenil Latino-americana, propiciando um espaço de convivência e reflexão dos responsáveis nacionais para seguir construindo juntos a Civilização do Amor no contexto da Revitalização da PJ Latino-americana.

Fonte: Jovens Conectados

Santo do Dia

São Nicolau de Flue


Nicolau (Niklaus von Flüe) nasceu no dia 21 de março de 1417, filho de Heini von Flüe e de Hemma Ruobert, em Flüeli, nas imediações de Sachseln, na região de Obwalden, na Suíça. Sachseln é o centro geográfico da Suíça, que está no coração da Europa. As cidades suíças mais conhecidas e próximas são Berna, Lucerna e Interlaken. Oriundo de família pobre, ainda jovem queria ser monge ou eremita. Nesta época não pôde realizar o sonho porque tinha que ajudar os pais nos trabalhos do campo. Mais tarde também não o conseguiu, pois se casou. Felizmente a escolhida era uma moça muito virtuosa e religiosa, chamada Dorotéia, com a qual teve dez filhos. Vários deles se tornaram sacerdotes, e um dos netos, Conrado Scheuber, morreu com o conceito de santidade.
Ainda neste período Klaus não pôde se dedicar totalmente às orações e meditações como queria. Os escritos da época narram que, devido ao seu reconhecido senso de justiça, retidão de consciência e integridade moral, foi convocado a assumir vários cargos públicos, como, juiz, conselheiro e deputado.
Finalmente, aos cinquenta anos de idade conseguiu a concordância da família e abandonou tudo. Adotou o nome de Nicolau e foi viver numa cabana que ele mesmo construiu, não muito longe de sua casa, mas num local ermo e totalmente abandonado. Tinha por travesseiro uma pedra e como cama uma tábua dura. Naquele local viveu por dezenove anos e há um fato desse período que impressionou no passado e impressiona até hoje. Há provas oficiais de que ele, durante todos esses anos, alimentou-se exclusivamente da Sagrada Comunhão. Entretanto, não conseguia se manter na solidão. Amável e receptivo, não fugia de quem o procurasse. E a pátria precisou dele várias vezes.
Pacificador e inimigo das batalhas, conhecido por seus atos e pela condição de eremita, foi chamado a mediar situações explosivas como a ameaça de guerra contra os austríacos e a eclosão iminente de uma guerra civil. Mas, quando não houve jeito de alcançar a paz no diálogo, ele também não fugiu de assumir seu lugar nos campos de batalha, como soldado e mesmo oficial. Entretanto, seu trabalho na reconciliação entre as partes envolvidas nestas questões de guerra repercutiu muito na população. Nicolau passou a ser venerado pelo povo, que logo o chamou de “Pai da Pátria”.
Porém, à qualquer chance que tinha voltava para sua cabana, até ser solicitado novamente. Foi conselheiro espiritual e moral de muita gente, tanto pessoas simples como ocupantes de cargos elevados. Era muito respeitado por católicos e protestantes. Há quase um consenso em seu país de que a Suíça é hoje um país neutro e pacífico, que dificilmente se envolve em guerras ou conflitos internacionais, graças à influência do “Irmão Klaus”, como era, e ainda é, carinhosamente chamado por todos os suíços.
Ele morreu no dia 21 de março de 1487, exatos setenta anos do seu nascimento. O corpo de Nicolau está sepultado na Igreja de Sachslen. Beatificado em 1669, foi canonizado pelo Papa Pio XII em 1947. A memória de São Nicolau de Flue é venerada pela Igreja, no dia 21 de março e como herói da pátria, no dia 25 de setembro. Ele é o Santo mais popular da Suíça.

A Igreja também celebra hoje os santos: Santúcia, Lupicínio, São Serapião de Thmuis, Santa Benedita Cambiagio Frassinello e Berilo

Fonte: www.franciscanos.org.br